Ramo’y – Varinha Mágica do Rio Grande do Norte

História e Origem

Hoje finalizei uma varinha que me deixou mais perguntas do que respostas. Chamei-a de Ramo’y. Desde o início, senti que estava lidando com algo que não pertence exatamente ao tempo… mas também não escapa dele.

Os materiais vieram do Rio Grande do Norte, onde a terra seca guarda histórias antigas e o vento parece carregar ecos de vozes que não envelhecem. Para o corpo da varinha, escolhi a carnaúba, conhecida como a árvore da vida. Sua resistência é lendária, sua presença é constante, e sua magia… silenciosa, porém persistente. Trabalhar essa madeira foi como esculpir algo que já sabia durar mais do que qualquer um de nós.

Mas foi o núcleo que deu forma ao verdadeiro enigma. Um fio de cabelo de Romãozinho, uma criatura condenada à eternidade por sua própria natureza travessa e cruel. Incapaz de deixar de pregar peças, foi amaldiçoado pela própria mãe a vagar para sempre, sem ser aceito nem pelo céu, nem pelo inferno. Um espírito preso entre estados, condenado a existir… sem jamais pertencer.

Era essa eternidade torta que eu buscava. Bom, quase…

A Ramo’y concede imortalidade ao seu mestre… mas apenas enquanto ele dorme. Ao acordar, o tempo volta a correr normalmente. Uma ironia cruel, digna do próprio Romãozinho: para viver para sempre, é preciso abrir mão da própria vida consciente. Dormir se torna existir. Viver… se torna finito.

Com o passar dos dias desde sua conclusão, notei que marcas começaram a surgir no corpo da varinha. Gravuras. Símbolos. Como pinturas rupestres que não estavam ali antes. Elas aparecem lentamente, como se a própria varinha estivesse registrando algo — ou lembrando de algo que já existia antes de mim.

Não sei se isso é influência de Romãozinho… ou um bruxo bem, bem, beeem mais antigo.

O cabo foi esculpido em forma de ampulheta, uma escolha que agora me parece menos estética e mais inevitável. Como se a própria varinha exigisse essa forma — como se quisesse me lembrar, a todo instante, que o tempo ali não flui… ele negocia.

A Ramo’y não é uma varinha para qualquer bruxo. Ela não oferece poder imediato, nem respostas simples. Ela oferece um pacto silencioso com o tempo — e cobra em troca a própria experiência de vivê-lo.

Desde que terminei, tenho evitado dormir com ela por perto.

Pergaminho

Pergaminho com as informações de criação da varinha mágica brasileira Akatú - Uma homenagem ao estado do Rio Grande do Norte

Informações Técnicas

Origem dos ingredientes:
• Região:
Materiais mágicos:
• Criatura Mágica:
• Corpo e Cabo:
Tamanho e fidelidade:
• Tamanho:
• Fidelidade:

Informações da Primeira Edição

Esta varinha já teve sua Primeira Tiragem, cada uma numerada e destinada a bruxos e bruxas que ouviram esse chamado.

• Lançada em:
• Com apenas:

Carregar uma peça dessa tiragem é mais do que possuir um artefato mágico: é guardar consigo um fragmento do início de uma nova era.